1968 foi sem dúvidas um ano de contestação. Temos o exemplo do maio francês, o massacre de estudantes no México, e a Marcha dos Cem Mil no Brasil.
Representando culturalmente, a chamada "Nova Canção" contribuiu muito com as contestação no mundo inteiro em 1968.
Na "Nova Canção" podemos citar vários exemplos, como Geraldo Vandré, e sua canção "Pra não dizer que não falei de flores".
No Chile tivemos Victor Jara, um músico da "Nova Canção", declaradamente comunista, e que morreu em pleno Estadio Nacional de Santiago, logo após o golpe de estado de 1973, que levou Pinochet ao poder.
Segue abaixo uma música de Victor Jara.
Na Espanha, ou melhor (nesse caso melhor!), Catalunha, podemos citar Raimon. Raimon lutou contra o Franquismo e a favor da autonomia das regiões espanholas. Na décda de 1960 a Espanha ainda vivia uma ditadura. As músicas de Raimón contestavam cultural-politicamente o franquismo espanhol. Abaixo segue a música "Al vent", cantada em catalão, que viraria praticamente um hino contra o regime ditatorial na época.
E pra finalizar, coloco também o vídeo de um músico que posso considerar como parte da "Nova Canção Contemporânea" (redundância propositalmente feita). O músico se chama Ismael Serrano, espanhol, e a música é "Papa cuéntame otra vez", de 1997, que referencia e muito o ano de 1968. Vale reiterar que a canção é de 1997, uma época em que os movimentos sociais passavam por uma descrença de suas forças, sendo abafados pelo "auge" neoliberal, que foi a década de 1990:
Em breve, mais posts.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
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